Trash, de Andy Mulligan.

“O que foi que eu aprendi no lixão de Behala, e como isso me transformou?

Aprendi mais do que seria possível aprender em qualquer faculdade. Aprendi que o mundo gira em torno de dinheiro. Há valores, virtudes e morais; há relacionamentos, confiança e amor e tudo isso importa. No entanto, o dinheiro é mais importante, e pinga o tempo todo, como se fosse água. Alguns bebem muito dessa água; outros passam sede. Sem dinheiro, você encolhe e morre. A falta de dinheiro cria um deserto onde nada cresce. Ninguém sabe o valor da água até morar em um lugar árido e seco – Como Behala. Tantas pessoas moram lá, esperando a chuva chegar”.

 Trash entra na lista de “assisti antes de ler”. Quando o filme estreou no Brasil, lembro de ter ficado bem animada para assistir e acabei indo com a minha irmã. A sessão que fui era a única que tinha na cidade e na menor sala do cinema, que não lotou no horário que fomos. O filme todo me encantou pela realidade, crua, feia, cruel e ao mesmo tempo encantadora pelos três principais personagens carismáticos. Saí da sala do cinema animada e quando cheguei em casa para uma pesquisa básica, descobri que foi adaptação de um livro e foi o suficiente para eu ir em algum site online e comprar.

Como todos os livros que entoco na estante, demorei para começar a ler. Vocês já tiveram o dia “saco cheio de ler mais de 300 páginas”? Então, eu tenho constantemente, principalmente quando acabo lendo séries que sugam boa parte da minha energia e eu acabo pegando os livros mais finos que tenho para ler. Nesse dia eu comecei com Trash e, numa única tarde, esse livro me fez ficar tão encantada quanto fiquei pelo filme.

E essa resenha terá, sim, algumas comparações sobre ambos.Leia mais »

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